Passa a régua
31 de dezembro. Sim, esse ano, como todos os outros chegou ao fim. Chegou depois de ter feito a gente sambar miudinho, depois de ter gerado os mais diversos sentimentos em seus 9 meses. Afinal, os três primeiros meses, tão normais que foram, nem contam como 2020, o ano em que escolas passaram fechadas, em que ficamos restritos a nossas casas, em que passamos a ter medo do contato humano. Viramos reféns de uma força da natureza que não poupa ninguém e que nos fez nos posicionarmos: o quão a sério levamos ela? Cuidamos de nós e cuidamos dos outros? O quanto de tempo aguentamos continuar nos cuidando? Por mais absurda que pareça a comparação, me veio à mente as provas de resistência do certo programa de confinamento, só que, ao invés de ganharmos um milhão no final, ganhamos o fato de estar vivos e não termos contagiado ninguém. E agora que o ano se encerra, as sensações e expectativas vêm misturadas. De repente nossas superstições de roupas de cor específica, de pular 7 ondas, ...