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Mostrando postagens de outubro, 2020

Serviços: está servido? (da série 'Solteira procura: paz')

Se você tem um problema em sua casa que não consegue resolver, provavelmente chamará alguém para o conserto. Para isso basta ter dinheiro para pagar o serviço e estar em casa, certo? Depende. Se você é uma mulher que mora sozinha, a situação não é tão simples assim. Ainda não conheci mulheres que fizessem reparos, tipo, esposa de aluguel . As pessoas que normalmente trabalham com esses serviços são homens. Homens que entrarão na sua casa, onde você mora, sozinha.   Ah Marina, você está exagerando! Imagina. Claro que não há problema nisso. Isso tudo é culpa desse tal de feminismo, que fica vendo cabelo em ovo. Pois bem. Vejam a história que se passou com uma amiga. Essa semana ela teve um problema e chamou um profissional para resolvê-lo. Tratou pessoalmente com a sua esposa , que disse que um deles iria na sua casa pela tarde. Ele ligou confirmando. Sim Seu Fulano, estarei em casa. Ele chega na hora marcada, excessivamente perfumado. Ela mostra o problema. No que ele começa a ...

Para você, uma maçã

Ela forma todas as profissões. Ela traz muitas lembranças para você, das mais inspiradoras às mais amargas. É uma profissão que muitos julgam precisar de dom, que todos dizem admirar, mas que o país parece cada vez mais negligenciar (com o perdão da rima). Na semana do professor, vale pensar um pouco sobre a docência.   Eu não sou o tipo de professora que soube que o seria desde de pequena, daquela que dava aulas para suas bonecas. Na verdade, cursei um ano de fisioterapia antes de migrar para letras. Filha de pais professores, eu sabia o quão puxada pode ser essa vida, de provas e trabalhos em casa, de uma rotina bem desgastante mesmo. Mas, parece que estou naqueles casos em que a profissão está no DNA, e não consigo me imaginar mais sendo qualquer outra coisa. Amo a interação com os alunos, adoro novos projetos, vibro quando vejo a evolução de quem está aprendendo, assim como tantos colegas meus.   E não podemos negar que professores/as marcam nossas vidas. Tenho lem...

Hobbies para que te quero

  Na vida normalmente nos é ensinado o valor do trabalho, de ser produtivo, de estar ocupado. No entanto, tão importante quanto trabalhar é saber se distrair, conseguir ter tempo livre e nesse momento ocupar-se com algo que lhe dê prazer. Se você nunca tinha pensado nisso, certamente agora na pandemia pensou. Estando limitado basicamente a sua casa, você possivelmente se viu pensando em alguns momentos "e agora, o que eu faço?". Se você ainda não tinha hobbies, é bem possível que muitos surgiram desse contexto.   Nesses seis meses mais isolada e trabalhando home office, eu adotei um gato, fiz uma tatuagem, coloquei prateleiras no meu escritório, descobri e fiz receitas vegetarianas, aprendi a assar paleta de ovelha (porque tudo na vida tem que ter equilíbrio), ah sim, e comecei a escrever. Tudo porque eu precisava me ocupar, me ocupar e talvez não pensar tanto na situação do nosso país. Quem tem crianças então, tenho certeza que a criatividade deve estar indo às alturas, ...

Meus cumprimentos

Outro dia arrumando uma pasta com cartões e cartas antigas me deparei com cartões de natal. Isso mesmo, cartões impressos, daqueles que a gente comprava ou fazia e mandava pelo correio. E o que mais me impressionou nesse achado nem foi o fato deles serem algo que já não utilizamos mais hoje em dia, mas foi que alguns dos cartões que eu achei eram de colegas de aula, não grandes amigas, nem primas que moravam longe, apenas colegas mesmo, com quem eu mantinha o hábito de trocar felicitações de natal por escrito, mesmo que não fossemos amigas íntimas.   Isso pode parecer algo banal, mas me fez pensar em como nossos cumprimentos se modificaram nos últimos anos. Do mesmo modo que os correios tornaram-se algo apenas para entrega de encomendas ou de contas de luz e que o telefone fixo virou quase peça de museu, nossas felicitações também tornaram-se virtuais. Mandamos mensagens de whatsapp repletas de emojis , ou coraçõezinhos que saltam, enviamos directs ou mensagens em mídias sociai...