Ela está ali olhando para você. Esperando. Rindo de sua hesitação. Você tira toda a roupa, tudo que possa ser excesso. Faz xixi. Sobe nela. Os números trocam, trocam, trocam, até chegar naquele valor exorbitante. Você olha. Olha mais uma vez. É, por mais que queira, ela não está errada não. Você chegou nesse peso. E sabia como havia sido. Estava consciente do processo de autossabotagem que havia realizado nos últimos meses. Agora estava ali o resultado. Havia cansado e decidido não fazer mais dietas. Uma vida toda emendando uma dieta na outra. A dos pontos, da sopa, da lua, do jejum, da proteína, além das de nutricionistas. Sim, já fora a muitas. Era praticamente uma tocadora de forró, só no corpo sanfona. Mas sua questão com a comida, sabia, era bem mais complexa. Como a maioria das pessoas com problemas de peso. Comia por estar triste, por estar ansiosa, por estar entediada, por estar alegre. Sua resposta sempre era: a comida. E assim nascem os hábitos. E assim pesam-se os quil...
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